Isabella de Oliveira Nardoni, de cinco anos de idade, foi jogada do apartamento de seu pai localizado no sexto andar do Edifício London no distrito da Vila Guilherme, em São Paulo, na noite do dia 29 de março de 2008.


O caso gerou grande repercussão nacional e, em função das evidências deixadas no local do crime, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da criança, atualmente são réus de ação penal e respondem por homicídio doloso triplamente qualificado (art. 121, § 2°, incisos III, IV e V do Código Penal).


No apartamento localizado na zona norte de São Paulo moravam o pai, a madrasta da menina e dois filhos do casal, um de onze meses e outro de três anos. A menina chegou a ser socorrida pelos bombeiros mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.


O pai de Isabella teria afirmado em depoimento que o prédio onde mora foi assaltado e a menina foi jogada por um dos bandidos. Segundo divulgado pela imprensa ele teria dito que deixou sua mulher e os dois filhos do casal no carro e subiu para colocar Isabella, que já dormia, na cama. O pai da vítima teria descido para ajudar a carregar as outras duas crianças, respectivamente de 3 anos e 11 meses, e, ao voltar ao apartamento, viu a tela cortada e a filha caída no gramado em frente ao prédio. Entre o momento de colocar a filha na cama e a volta ao quarto teriam passado de 5 a 10 minutos, de acordo com o depoimento do pai. Dias após, a investigação constatou que a tela de proteção da janela do apartamento foi cortada para que a menina fosse jogada e que havia marcas de sangue no quarto da criança.


Julgamento


Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá serão julgados hoje (segunda-feira, 22/03/2010) pela morte de Isabella Nardoni (5 anos de idade). jogada pela janela do 6º andar do Edifício London, em março de 2008. Anna Carolina saiu da penitenciária feminina de Tremembé por volta das 6h20. Os policiais passaram, em seguida, na penitenciária onde estava Alexandre Nardoni. Eles seguiram em carros separados da Polícia Militar, em comboio pela Rodovia Carvalho Pinto. O casal deve ficar em celas separadas até o início do julgamento.


O casal enfrenta o banco dos réus a partir das 13h de hoje no júri do ano, que deve decidir se pai e madrasta da menina Isabella são culpados ou inocentes de um crime que chocou a opinião pública. A estimativa do tribunal é que o julgamento dure até cinco dias.


Nesta segunda, deve ir até por volta das 21h, e nos outros dias será retomado às 9h. Para o promotor Francisco Cembranelli, Isabella foi jogada pela janela do 6º andar do Edifício London, na zona norte da capital, pelo pai. Antes, foi esganada pela madrasta e agredida por ambos.


O casal, que responde por homicídio triplamente qualificado e fraude processual (por
alterarem a cena do crime com o objetivo de enganar a Justiça), nega as acusações e se diz inocente.


"Vou pedir só Justiça, nada além disso", diz Promotor


Para decidir o destino do casal, sete jurados serão escolhidos entre 17 homens e 23 mulheres. Eles ouvirão 24 testemunhas arroladas por defesa e acusação. O júri deve contar com um vídeo contendo a simulação do crime e uma maquete do edifício, trazidos pela Promotoria, e com objetos encontrados no apartamento e outros, como a tela de proteção da janela, requeridos pela defesa.


Uma das faixas da avenida Engenheiro Caetano Álvares está interditada desde as 18h de domingo, onde fica o Fórum de Santana. Um esquema rígido de segurança foi adotado em razão do clamor público do caso. No plenário, 77 lugares aguardam a imprensa, familiares e curiosos, que conseguiram senhas para assistir ao julgamento. A transmissão está proibida.


Entenda como funcionará o Tribunal do Júri


O primeiro passo é o sorteio dos jurados. Dos 25 presentes, sete serão escolhidos por defesa e acusação para compor o Conselho de Sentença. É ele quem decide se os réus são culpados ou inocentes. No início da sessão, os advogados podem apresentar motivos para suspender o julgamento. Um deles deve ser a ausência do pedreiro de uma obra vizinha ao Edifício London, testemunha arrolada pela defesa e que não foi encontrada. Se o juiz não aceitar o adiamento, são ouvidos os réus, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que podem dar sua versão dos fatos ou permanecerem em silêncio. Em seguida, serão ouvidos 24 depoimentos, entre eles, o da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, considerada testemunha-chave da acusação. Esta deve ser a fase mais longa do júri, até que comecem os debates. Neles, defesa e acusação possuem três horas cada para apresentarem seus argumentos.


Se o Ministério Público fizer réplica, de uma hora, a defesa tem direito à tréplica, também de uma hora. Ao final, o júri se reúne em uma sala secreta para responder a quesitos formulados pelo juiz. Eles decidirão se o casal cometeu o crime, se pode ser considerado culpado pela atitude, e se há agravantes ou atenuantes, como ser réu primário. De posse do veredicto, Maurício Fossen irá dosar a pena com base no Código Penal. Se houver absolvição, os Nardoni deixam o tribunal livres.


Veja o rol de testemunhas que devem depor no julgamento dos Nardoni


Ana Carolina Cunha de Oliveira - mãe de Isabella


Renata Helena Da Silva Pontes - delegada do 9ª DP (Carandiru) à época do crime


Rosangela Monteiro - perita do Instituto de Criminalística


Paulo Sergio Tieppo Alves - médico do IML (Instituto Médico Legal)


Rosa Maria da Cunha de Oliveira - avó materna de Isabella


Rogerio Neres de Souza - advogado do caso no início


Gabriel Santos Neto - pedreiro de obra vizinha do prédio dos Nardoni


Geralda Afonso Fernandes - vizinha do casal


Carlos Penteado Cuoco - médico do IML


Laercio de Oliveira Cesar - médico do IML


Marcia Iracema Boschi Casagrande - perita


Sergio Vieira Ferreira – perito


Monica Miranda Catarino - perita


Calixto Calil Filho - Delegado titular do 9º DP à época do crime


Luiz Alberto Spinola de Castro - chefe de investigadores do 9º DP à época


Jair Stirbulov - investigador do 9º DP


Walmir Teodoro Mendes - investigador do 9º DP à época


Theklis Caldo Katifedenios - investigador do 9º DP à época


Claudio Colomino Mercado - agente policial


Adriana Mendes da Costa Porusselli - escrivã do 9º DP


Paulo Vasan Gei - escrivão do 9º DP


Rogério Pagnan – jornalista


Duas testemunhas sigilosas



Reportagem completa na UOL:


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/03/22/casal-nardoni-chega...


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Comentário de Adriana de Oliveira em 23 março 2010 às 11:04
Em toda a mídia um dos assuntos diários é esse julgamento. Embora, todos tenham direito à defesa espero que nenhuma artimanha da defesa venha confundir a opinião final dos jurados, na condenação desses dois responsáveis pelo assassinato de uma criança totalmente indefesa e crédula de que estava em boas mãos.
Comentário de Roseli Cecilia Panassolo em 22 março 2010 às 20:12
Espero que o pai e a madrasta sejam condenados com a pena máxima.
Comentário de ORÁCULO DO DELFUS em 22 março 2010 às 12:39
eu ainda tenho sérias dúvidas se realmente foi o pai e a madrasta q executou ato tão cruel c/ esta criança.

e prefiro ainda ñ me prolongar na conversa pq iria sobrar muito mais dúvidas.

mesmo pq ñ depende o " veredicto " d opiniões alheias.
Comentário de Adriana de Oliveira em 22 março 2010 às 12:31
Espero que o promotor consiga alcançar o objetivo. O que fizeram com essa criança foi uma crueldade sem limite.

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